Algumas análises atuais sobre a questão do Estado defendem que as ideias de Marx carecem de revisão, complementação/ampliação ou até mesmo superação, uma vez que acontecimentos históricos, a exemplo dos anos 1848-1851, da Comuna de Paris, em 1871, não teriam validade para a compreensão do processo atual de desenvolvimento capitalista.
Marx, como pensador materialista, partia sempre da situação concreta, real e aqueles acontecimentos contribuíram para a formulação de elementos basilares acerca da natureza do Estado. Assim, não se trata de fazer uma revisão de suas concepções sobre o Estado para fins de adequação/atualização para os tempos atuais; tão pouco se trata de complementar ou ampliar sua concepção de Estado e, muito menos ainda, afirmar que suas análises estão superadas, justificada principalmente pelas experiências revolucionárias que não foram acompanhadas por Marx, a exemplo da revolução soviética de 1917.
Objetivando retomar as bases teóricas do Estado capitalista nas principais obras de Marx a fim de apreender sua natureza essencial e a validade de sua teorização para a compreensão do papel do Estado na sociedade hodierna, a pesquisa O Estado capitalista na perspectiva da ontologia marxiana desenvolvida no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/UFAL 2012-2013), que conta com duas bolsistas e duas colaboradas, definiu, entre outras atividades, a realização de Seminários abertos sobre o Estado em Marx com o propósito de contribuir para elevar a qualidade da formação não apenas das bolsistas e colaboradoras envolvidas na pesquisa, mas da comunidade universitária em geral interessada na temática.
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